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Perdidos em Berlim e Bucareste | Willy-Brandt-Haus

A exposição “Verloren in Berlin und Bukarest” (Perdidos em Berlim e Bucareste), com fotografias de Fara Phoebe Zetsche, Massimo Branca e Igor Marchesan, obteve grande repercussão e foi muito bem recebida durante a sua estreia na noite de 15 de março.

As fotografias retratam a realidade dos jovens moradores de ruas em duas capitais europeias: Berlim e Bucareste. Enquanto as fotos de Fara enquadram, em preto e branco, não apenas os moradores de rua, mas também alguns elementos da cidade de Berlim, a produção de Massimo e Igor na capital da Romênia tem uma qualidade artística impressionante, com iluminação e cores bastante vivas. O foco dado em alguns personagens traz sentimento e emoção, fazendo com que os expectadores embarquem nas histórias de vida pessoais relatadas na exposição.

Em entrevista, o fotógrafo Massimo Branca contou que em 2013 ele começou a trabalhar em um projeto de pesquisa de longo prazo sobre a vida subterrânea de Bucareste; desde então ele tem se envolvido neste ambiente surreal, observando, experimentando e documentando os efeitos da exclusão social.

Seus principais interesses se concentraram em fluxos culturais e suas consequências sobre estilos de vida contemporâneos. Ele utiliza a fotografia como meio para se conectar com as pessoas e dar ao público a oportunidade de se envolver significativamente.

Uma das integrantes desta obra impressionante é Catalina, uma romena de 18 anos que teve diversos problemas com família durante a infância e adolescência, acabando por viver nas ruas, onde envolveu-se com drogas, adquiriu HIV e no final de sua vida estava amparada por esta comunidade que vivia num túnel na capital romena.

Os próprios fotógrafos moraram neste local e fizeram parte desta comunidade tão peculiar. Muitos associam este local à metáfora de um submundo, um buraco onde a sociedade esconde os seus problemas sociais, fazendo-os como que desaparecer.

As fotografias de Fara Phoebe relatam os jovens de rua de Berlim e a realidade desses personagens que acabaram se envolvendo com drogas e ficam desamparados. O assunto bastante discutido entre as pessoas presentes na estreia foi que esses jovens não são tão facilmente reconhecidos em Berlim: muitos podem passar despercebidos aos olhares em virtude do estilo de vida berlinense, isto é, a maneira relaxada como se vestem, aparência mais despojada que não atende necessariamente a algum critério de normalidade social, como acontecem na maioria dos lugares.

A mostra é gratuita e está sendo exibida na Willy-Brandt-Haus, prédio sede do partido político SPD. O metrô mais próximo é o Hallesches Tor (U1 e U6). Lembre-se de levar um documento com fotografia, pois é requerido para entrar na exposição. Para ver algumas fotos e obter mais informações, clique aqui.

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