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Morar no exterior é uma fuga da realidade?


Há muito tempo não trabalhamos com a temática filosófica em nosso blog. Por isso, hoje, que completamos 4 anos morando em Berlim, vamos abordar uma pergunta que muitos de nós brasileiros no exterior fazemos: Morar no exterior é uma tentativa de fuga da nossa realidade?

Nós diríamos que em 99% dos casos a resposta é sim e para isso vamos utilizar algumas argumentações e ilustrar cenários:

Projeção de expectativas e felicidade

Assim como em todo início de relacionamento, morar no exterior também exerce os mesmos princípios. Primeiro, nós colocamos no outro (local) as nossas expectativas, para não dizer frustações, das quais julgamos ideais e que queremos ter na nossa vida. De forma analógica, quando decidimos morar fora, criamos sim uma fantasia em nossas cabeças de como as coisas deverão ser e isso não passa de uma tentativa de fugir da nossa realidade existente em busca do incerto, que dentro das nossas projeções será algo bom.

Provação e aceitação

(Auto)provação e (auto)aceitação também são formas de fuga. Entrar numa Universidade no exterior, provar que é capaz de estudar em outro idioma, trabalhar numa empresa estrangeira, se integrar numa nova sociedade e passar por todas as provações para suceder no exterior, é fuga e uma das formas mais difíceis de integração, que um estrangeiro pode passar.

Incapacidade de aceitar o ambiente em que vive

Existe inúmeros casos de pessoas que chegam até nós cansadas da sua rotina de trabalho ou escolar, que buscam na Alemanha uma tentativa de começar tudo novamente. Podemos expandir ainda mais esta temática, utilizando como exemplo casos recentes de pessoas fugitivas da realidade política do nosso país. Uma fuga em detrimento a identidade cultural de uma nação. Quantas mentes intelectuais estão deixando nosso país para dar um tiro no escuro. Já parou para pensar em quantos amigos e conhecidos estão no exterior?

Amor e fuga

Para finalizar, gostaria de ilustrar com o personagem Donato do filme Praia do Futuro, que ao se apaixonar pelo personagem Konrad, e se muda para Berlim para viver seu romance. Fugir por amor soa muito romântico, mas também pode ser assustador largar tudo para viver num outro país e em outra cultura.

Estas foram as nossas ilações sobre o tema. Gostaríamos de saber sua opinião e estamos abertos a discussão. 😊

1 Comment

  1. Paulo disse:

    Olá!
    Vim ao post super “animado”, expectativas em alta… confesso q fiquei um pouco decepcionado com as ilações propostas… achei o tratamento superficial demais, e não que devessem ou precisassem aprofundar, sei do espaço ou tempo disponíveis para tal feito, mas eu achei q mal havia a apresentação de um determinado ponto de vista, sabem?! Enfim, é uma opinião particular e baseada totalmente numa expectativa própria (eu tb estou saindo do Brasil no final do ano para ir para Berlin: não vejo como “fuga”, nem minha própria nem como de “realidade”, pois q os tempos por aqui são “sombrios”, como já previam Nietzsche e Hannah Arendt).
    Felicidades a todos! Grande abraço!

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